A CATEQUESE E O HOJE – ANUNCIAR CRISTO NA INQUIETUDE

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A CATEQUESE E O HOJE. Você é catequista? Ótimo temos trabalho pela frente! Particularmente penso que o trabalho de evangelizar nunca foi fácil. Que dirá os primeiros cristãos que eram caçados, torturados e mortos, por anunciar a Cristo. No entanto, hoje, vivenciamos um fato mundial, Deus já não é um “objeto” de busca. Buscar a Deus é algo ultrapassado, antiquado.
A crise é geral. Se você é catequista, já deve ter se deparado com a dureza de corações ante o anuncio do evangelho. E se preparar para os desafios de catequizar é fundamental.
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A CATEQUESE DO MUNDO

Os problemas que estamos enfrentando não é algo exclusivo do nosso pais. É um fato que está acontecendo em todas as partes do mundo. Não temos mais tempo para a dedicação religiosa e para o preparo de nosso fortalecimento espiritual. A quem diga que na Europa há grandes catedrais, lindas, medievais, porém VAZIAS. Parece que o mundo está “catequizando” muito mais do que nós cristãos. Será que os atrativos da fé perdeu seu valor mediante os atrativos sociais e econômicos?

Claro, o mundo atual nos proporciona facilidades e meios diversificados que ultrapassam qualquer mentalidade de décadas atrás. O hoje é o momento, o agora é uma necessidade. Temos praticamente tudo à nossa mão.

Opa, praticamente tudo, menos Deus. Se na Europa tem-se algumas igrejas vazias, devemos nós brasileiros nos vangloriar das nossas cheias? Acredito que não. E porque? Algumas experiências que presenciei foi a de observar que há muitos católicos que apenas seguem “ritos” e “rotinas” por uma herança familiar e não por uma convicção de realmente ser católico.

Conheci os “espiritólicos” – uma mistura de espirita com católicos – e os “catumbeiros” – mistura de católico com macumbeiro. Bom, não posso falar muito, já fui assim. Há católicos que não gostam de imagens e o que não gostam de rezar o terço. A fé católica parece que pode ser moldada de acordo com o próprio gosto, com pensamentos subjetivos e com a falta de conhecimento do que a Igreja ensina sobre vários aspectos. Ir a missa penas para cumprir um preceito torna tão comum quanto ir a um shopping comprar um sapato.

O sagrado perde seu sentido embora não deixe de ser sagrado. Na introdução do livro O futuro da catequese de autoria de um leigo, francês Denis Villepelet o Irmão Israel José Nery – fcs, membro do Grupo Nacional de Catequese da CNBB diz:

 

Catequizar é amar

 

Diante da crise de identidade, da ética materialista e interesseira, do mercado devorador, da religião cada vez mais subjetiva e de foro reservado, é fundamental para nós, cristão, unirmos forças para redescobrir a potencialidade do Evangelho e do cristianismo. Precisamos propor o Evangelho como força de vida, a interioridade como caminho para Deus, além da indispensável via do amor que liberta e promove. [1]

 

As fronteiras da catequese se tornaram mais amplas e mais duras mediante um simples falar de Cristo. Dizer para alguém que Deus o ama corre-se o risco de ouvir uma boa gargalhada. É necessário ter conhecimento do que se está falando para catequizar e para ir fundo na fé. Não podemos mais catequizar de forma simplista e meramente subjetiva, e pense, se este tempo existiu, ele acabou. O pior ainda é dizer a alguém que Deus o ama e ao mesmo tempo vê-lo passar forme, fome na alma e no corpo.

 

Denis Villepelet cita uma carta dos bispos aos católicos da França, mediante a obscuridade racional de nossos tempos em confronto com a luz do Evangelho.

…a crise que atravessa a Igreja hoje se deve em grande parte à repercussão na própria Igreja e na vida de seus membros de um conjunto de mudanças rápidas, profundas e que têm uma dimensão mundial. O mundo que habitamos tornou-se uma “terra incógnita” que espera seus descobridores! Entramos num período que não é comparável a outro, exclama o padre Pierre. Tudo é global, tudo é planetário. Estamos no pé de uma montanha e é preciso organizar os alpinistas para subir. A complexidade dos problemas nos desarma. [1]

 

Estamos em um momento, que talvez não passe, quem sabe ao longo dos anos seja bem mais desafiador, a questão é que não podemos nos “desarmar” frente ao anuncio do Evangelho de Jesus Cristo. Não podemos ser catequistas de desenhos primários, estórias enfáticas para tentar responder questões complexas.

A arma é o conhecimento que está depositado em nossa Igreja. Precisamos ir buscar e lugar de forma regrada para que Jesus seja anunciado. Paróquias cheias pode não representar a verdadeira fé católica. Precisamos ensinar as pessoas a responder o porque são católicas e porque estão na Igreja de Cristo edificada na pessoa de Pedro Apostolo.

Amigo catequista, se você chegou até aqui, vamos unir nossos esforços para melhorar nossos meios evangelizadores. A formação e a informação é fundamental para nosso crescimento enquanto formadores. O Diretório Geral para a Catequese (DGC) já diz : “a meta definitiva da catequese é pôr alguém não só em contato, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo” Um grande abraço e fique com Deus, deixe seu comentário e sua experiência, partilhe com o Blog Catequese do Leigo.

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[1] VILLEPELET, Denis. O futuro da catequese. Ed Paulinas. 2007, São Paulo.

Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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