CATEQUESE: SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO

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O Sacramento do Matrimônio é o sacramento que consagra a união entre o homem e a mulher, onde dois se tornam um. O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.” (Gn 2, 18).

Já no início da Sagrada Escritura, Deus se faz presente nas aspirações do ser humano – “Não é bom que o homem esteja só”. E então o Deus criador, une o homem e a mulher para se completarem em uma “…ajuda que seja adequada”.

Deus já havia criado tudo e viu que era bom (Gn 1, 27-30) . E coloca o homem e a mulher acima de toda a criação (Gn 1, 28, 30).

SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO FAMÍLIA O PROJETO DE DEUS

Podemos perceber que a construção da família se dá na união entre o homem e a mulher, para juntos administrarem as riquezas da criação, além de que, por meio desta união possam gerar novos frutos, novas criaturas e por meio da criação e junto com ela, viver em harmonia.

Sabemos que em diferentes culturas o matrimônio não cristão, pode se dar em diferentes formas. No entanto, na pedagogia de Deus, é lançado um proposta única.

Assim, esta proposta nos coloca em desafios e condições para adotarmos como filhos e filhas de Deus algo superior a nós mesmo, seu amor único por todos nós.

E é nesta unicidade que para nós cristãos o casamento se ,dá em um projeto monogâmico, união matrimonial entre duas e “únicas” pessoas.

A comunidade conjugal está fundada no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos esposos, a procriação e a educação dos filhos.

O amor dos esposos e a geração dos filhos instituem entre os membros de uma mesma família relações pessoais e responsabilidades primordiais. (CIC §2201)

Por fim a família é uma unidade, a principio por duas pessoas, que contraem para sí direitos e deveres uma para com o outro e para com a própria sociedade.

Ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e dotou-a de sua constituição fundamental. Seus membros são pessoas iguais em dignidade. Para o bem comum de seus membros e da sociedade, a família implica uma diversidade de responsabilidades, de direitos e de deveres. (CIC §2203)

A constituição da família que também implica em sua diversas formas de responsabilidade, formando uma pequena comunidade – em comum união – entre seus deveres e direitos, formando assim uma pequena comunidade cristã, uma igreja doméstica.

“Uma revelação e atuação específica da comunhão eclesial é constituída pela família cristã, que também, por isso, se pode e deve chamar igreja doméstica.” E uma comunidade de fé, de esperança e de caridade; na Igreja ela tem uma importância singular, como se vê no Novo Testamento. (CIC §2204)

Como é difícil nos dias de hoje, nos deixarmos levar pelas graças de Deus, ao meio de muito mais obrigações do que direitos. O direito de demonstrar o amor conjugal e o de amor aos filhos que Deus concede a cada família.

O MATRIMÔNIO COMO SACRAMENTO

A Igreja de Cristo administra o matrimonio como um dos sete sacramentos. Por meio deste sacramento se contrai a união entre o homem e a mulher.

Como gesto sacramental de santificação, a celebração litúrgica do Matrimônio. deve ser válida por si mesma, digna e frutuosa. (CIC §1622)

sacramento-do-matrimonio

Dentro da pedagogia catequética, é importante salientar que o sacramento do matrimônio é de validade quando os noivos estão de livre e comum acordo em se casarem. Além do que, são os próprios nubentes, ministros deste sacramento.

São os noivos que se casam. Embora que as igrejas orientais estejam em plena comunhão com a Igreja de Roma, sua tradição implica na benção sacerdotal.

Segundo a tradição latina, são os esposos que, como ministros da graça de Cristo, se conferem mutuamente o sacramento do Matrimônio, expressando diante da Igreja seu consentimento.

Nas tradições das Igrejas Orientais, os sacerdotes, Bispos ou presbíteros, são testemunhas do consentimento recíproco dos esposos, mas também é necessária a bênção deles para a validade do sacramento. (CIC §1623)

O código de direito canônico também prevê que, em alguns casos, em necessidade extrema, um leigo pode assistir, na ausência do sacerdote – padre, bispo e ou diácono – a união sacramental entre os nubentes.

Em qualquer caso os elementos de plena consciência da contração matrimonial deve existir entre os noivos, para que não ocorra caso de nulidade matrimonial.

Onde faltarem sacerdotes e diáconos, o Bispo diocesano, obtido previamente o parecer favorável da Conferência episcopal e licença da Santa Sé, pode delegar leigos para assistirem a matrimônios. Escolha-se um leigo idôneo, capaz de instruir os nubentes e apto para realizar devidamente a liturgia matrimonial. (CDC §1112)

A Igreja considera a troca de consentimento entre os esposos como elemento indispensável “que produz o matrimônio” Se faltar o consentimento, não há casamento. (CIC §1626) A Igreja é aquela que administra os sacramentos, e tem por eles real zelo.

É por meio dos sacramentos que também estamos unidos a Igreja de Jesus Cristo. Um outro fator que implica sobre administração deste sacramento é a presença das testemunhas para a realização do casamento.

Sendo o Matrimônio um estado de vida na Igreja, é necessário que haja certeza a seu respeito (daí a obrigação de haver testemunhas). (CIC §1631)

INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO

O matrimônio é portanto um ato voluntário e sacramental de união entre os cônjuges. Firmado o compromisso entre os dois de legitima intenção, torna a união real e indissolúvel. Impedindo de contraírem novo matrimônio, a menos em caso de comprovação de nulidade matrimonial ou e viuvez.

Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. Disseram-lhe eles:

Por que, então, Moisés ordenou dar um documento de divórcio à mulher, ao rejeitá-la? Jesus respondeu-lhes: É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim. Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério. (S. Mt 19, 6-9)

A unidade do Matrimônio é também claramente confirmada pelo Senhor mediante a igual dignidade do homem e da mulher como pessoas, a qual deve ser reconhecida no amor mútuo e perfeito. A poligamia é contrária a essa igual dignidade e ao amor conjugal, que é único e exclusivo. (CIC §1645)E também o Catecismo da Igreja nos ensina a luz do magistério:

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Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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