CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE – “MORTOS”

postado em: Catequese | 0
Para nós, católicos, Deus é Deus dos vivos, só há vida. Refletindo sobre o livro de Êxodo, podemos ler: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6). É importante lembrar que Abraão, Isaac e Jacó já haviam morrido. Então podemos pensar que a morte física não nos separa de Deus.
Para estes, “Aquele que é” (Ex. 3, 14) continuará a ser o seu Deus. Então, sabendo que os antigos profestas permanecem vivos, por meio de uma alma imortal, na ressurreição de Jesus Cristo tem-se a fundamentação da ressurreição do corpo e da alma.

A ressurreição passa a ter maior enfoque entre os grupos de pessoas já convertidas ao cristianismo após a ressurreição do próprio Jesus. Alguns grupos judaicos acreditavam na ressurreição embora havendo divergência entre os grupos.

blog-catequese-do-leigo-a-vida-que-vence-a-morte

Esta breve catequese, busca apresentar à luz que cerca a nossa fé e por meio dos ensinamentos da Igreja, o Catecismo da Igreja Católica o tema sobre a Ressurreição dos Mortos ou Ressurreição da Carne. O tema será abordado em dois breves tópicos:
 
  • A Ressurreição e Jesus Cristo
  • Nossa Ressurreição, Ressurreição da Carne
 
O tema da ressurreição é um pouco controverso até mesmo entre os cristãos do protestantismos. Porém a Igreja conserva o ensinamento da sua fonte apostólica e dos pais da Igreja.

A RESSURREIÇÃO E JESUS CRISTO 

Onde há vida não pode haver a morte, no sentido absoluto. Cremos que a vida não é encerrada por um fim de toda a existência, nascemos para a eternidade. Se Jesus é a vida, por Ele e por meio Dele, não pode haver algo contrário. O Evangelho de São João: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (S. João 11, 25).

Nascemos para sermos únicos por toda a eternidade. Jesus é aquele que ressuscita por si, pois é Deus (S. João 10, 30). Os casos bíblicos em que encontramos ressurreições antes de Jesus Cristo, tratam-se de revitalizações e não de uma legítima ressurreição, é o caso por exemplo de Lázaro.

Jesus mesmo, afirma que iria ressuscitar: O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores e crucificado, mas ressuscitará ao terceiro dia (S. Lucas, 24, 7) Este é sentido da Páscoa para nós católicos, a Ressurreição de Jesus Cristo, que é o sinal definitivo de sua autoridade, Jesus tem poder absoluto sobre a morte. 

A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças, porém, sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo! (I Cor. 15, 55-57) 

Além de todas as obras que Cristo fez no meio do povo, era ainda necessário que fosse Ele, trazido das entranhas da morte, e isto é a parte primordial de nossa fé, “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (I Cor. 15, 14).

NOSSA RESSURREIÇÃO,RESSURREIÇÃO  DA CARNE

Fomos criados por Deus, somos seres únicos, completos em corpo e alma. A nossa ressurreição implica na transformação total do nosso ser, do corpo e da alma. Assim, como o próprio Cristo se fez.
A carne designa nossas imperfeições, nossas fraquezas, embora tenhamos uma totalidade (corpo e alma) não estamos preparados, necessitamos de algo maior que renove e transforme todo nosso ser, “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (S. Mateus 26, 41b).
Então, é pela RESSUREIÇÃO que nosso corpo, agora transformado, será glorioso como o de Cristo. O mesmo corpo agora imortal, regenerado pela graça do Cristo ressuscitado. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual.
Se há um corpo animal, também há um espiritual. (I Cor. 42-44) Nosso corpo – carne – agora não mais perecível, mas sim na ressurreição, um corpo glorioso, o mesmo, mas transformado pela ação do Espirito de Deus.
O termo “carne” designa o homem em sua condição de fraqueza e de mortalidade. 
A “ressurreição da carne” significa que após a morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo os nossos “corpos mortais” (Rm 8,11) readquirirão vida. (CIC §990) 
O Catecismo da Igreja Católica (CIC), também nos ensina que por meio da morte, nossa alma, que é imortal irá se separar do corpo, que é mortal, esperando pela ressurreição, onde nosso ser totalizado – corpo e alma – será glorificado. 
Que é “ressuscitar”? Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus. (CIC §997).

Enquanto o Sacramento do Batismo, nos faz nova criatura (2Cor 5,17; Gl 6,15). Pois é o batismo que nos une a Cristo, nos selando por meio do Espirito Santo (Ef 4, 30), a ressurreição glorifica todo nosso ser, interrompendo toda a ação deste mundo. Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes já participam realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado, mas esta vida permanece “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). “Com ele nos ressuscitou e fez-nos sentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2,6).

Ressurreição

 

Este é o Blog Catequese do Leigo, que bom que você está aqui. Deixe seu comentário, deixe sua sugestão e ou criticas. Assine o Blog e receba as atualizações no seu e-mail. Seja bem vindo.

 

 [wp_link_assinar]

Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

Deixe uma resposta