PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

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A Páscoa é a maior festa entre os cristãos, muito mais do que o próprio Natal,onde celebramos o nascimento de Jesus Cristo. Pois na Páscoa é que temos a certeza da vitória sobre a morte. Após o período quaresmal, onde passamos por um tempo de reflexões e orações, chegamos por fim no Domingo de Páscoa, onde celebramos a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

A PÁSCOA NO ANTIGO TESTAMENTO

A páscoa, que quer dizer passagem – do hebraico Pessach – , que já era celebrada na liturgia do povo hebreu. Quando Deus então por meio de Moisés liberta o povo hebreu da escravidão do Egito. Então, todo o povo em momento de contrição, a pedido de Deus, se prepara para sua partida, se prepararam para a passagem da escravidão para a liberdade. Moisés recebe de Deus o maneira de como deveriam agir para vivenciar a Páscoa, a passagem para a liberdade. Antes um povo escravo e agora um povo livre. A Páscoa desde seu inicio marca um sinal a ser lembrada ou melhor, vivenciado.

A erva amarga, o pão sem fermento, não é um mero estorvo de mal se alimentar, mas sentir o quanto o amargor e a dureza pode nos lembrar o quanto a vida tem mai sentido, se vivida em plenitude. Não há mais escravidão, não há mais opressão mas devemos nos lembrar que o sofrimento existe e que mesmo estando nós em liberdade a escravidão irá continuar existir. O hebreus então são convidados a perpetuar este momento, não somente como um simbolo, mas com quem vivenciou. 

 

Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra do Senhor: fareis isso de geração em geração, pois é uma instituição perpétua. Comereis pão sem fermento durante sete dias. Logo ao primeiro dia tirareis de vossas casas o fermento, pois todo o que comer pão fermentado, desde o primeiro dia até o sétimo, será cortado de Israel. (Ex. 1, 14-15)

PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

Jesus que também era judeu também celebrava a Páscoa do Antigo Testamento. No entanto agora há algo a ser vencido, muito além da prisão e escravidão egípcia, a escravidão do pecado e da morte.

Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus. (S. Lucas 22, 15-16) 

 

A Páscoa agora para nós cristãos é o próprio Jesus Cristo, é sua vitória contra a morte e contra o pecado. Jesus não reviveu por mas ressuscitou dentre os mortos e por si. O sepulcro está vazio, a pedra foi removida, a luz triunfou sobre as trevas.

 

 

E diziam entre si: Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro? Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande. Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se. Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram. (S. Marcos 16, 3-6)

A pedra não tem mais peso e o sepulcro não é mais lugar de morte. Nossa Páscoa agora é a celebração da Ressurreição de Jesus, a passagem eterna da vida.

É Páscoa, a Páscoa do Senhor. Não figura, não história. Não sombra, mas a verdadeira Páscoa do Senhor Verdadeiramente, ó Jesus Livrastes-nos da grande ruína. E nos estendestes as paternas mãos

(São Hipólito de Roma, século III)

Este é o sentido de toda nossa devoção e de toda a Igreja. Jesus não é um mero personagem da história, um simples homem bom. Jesus não foi aquele que com simples com palavras doces quis agradar a todos, se assim o fosse, não teria sido ele crucificado. E se Jesus não ressuscitou nossa fé não tem sentido (I Cor. 15, 14). Cristo é a nova Pessach, a nova Páscoa.
Santo Agostinho, Bispo de Hipona, viveu no século IV a.c, em sua – Carta 55, 22 – nos ensina sobre a Páscoa:

Na Páscoa, nome hebreu que significa “passagem”, não só recordamos a morte e ressurreição do Senhor, mas também nós passamos da morte à vida… A Igreja, corpo de Cristo, espera participar definitivamente na vitória sobre a morte, triunfo já manifestado na ressurreição corporal de nosso Senhor, Jesus Cristo.

Por mais que se possa falar da Santa Páscoa, seu ponto final é a vitória de Cristo por meio de sua Ressurreição.
Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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