CATEQUESE: SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU RECONCILIAÇÃO

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Na primeira carta de São João encontramos: Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. (I S. João 1, 8). Somos todos pecadores, sujeitos ao pecado. No entanto, Deus não nos desampara e nos quer próximo do seu amor.
O Sacramento da Confissão ou Reconciliação é um meio pelo qual podemos entregar nas mãos de Deus nossas faltas e pedir perdão. Perdão que vem por meio do arrependimento sincero em nossos corações.

Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. (S. João 20, 22-23) 

Bem, nesta pequena catequese sobre o Sacramento da Reconciliação ou Confissão, será abordado os seguintes assuntos:

  • O Pecado
  • O Sacramento da Confissão

O PECADO 

 

O pecado é uma desordem, é a perca da harmonia com Deus, com nossos irmãos e com nós mesmos. Em suma, o pecado nos escraviza, nos separa da graça do Criador.
Recebemos por herança o pecado original, é chamado assim, pois dele se origina todo os pecados que denigre a humanidade. A graça do Batismo apaga o pecado original (CIC §405), no entanto ainda continuamos na condição de pecadores. 

O pecado em um primeiro momento provém de uma desobediência para aquilo que é realmente é verdadeiro. Fomos criados por Deus e Ele nos criou livres para escolher.
Deus não nos fez como marionetes onde ele comanda nossas decisões, portanto somos nós responsáveis por nossas ações e escolhas. 

O diabo é aquele que nos tenta a perder a amizade de Deus, nos separando da graça para a qual Ele nos criou. Fazemos de nós mesmo “senhor” de nossas vidas, quando escolhemos viver fora da amizade de Deus. 
O pecado original é portanto a matriz de todos os outros pecados que a humanidade comete e se submete a distância da ação de Deus.

A partir deste primeiro pecado, uma verdadeira «invasão» de pecado inunda o mundo: o fratricídio cometido por Caim na pessoa de Abel (288); a corrupção universal como consequência do pecado (289). Na história de Israel, o pecado manifesta-se com frequência, sobretudo como uma infidelidade ao Deus da Aliança e como transgressão da lei de Moisés. Mesmo depois da redenção de Cristo, o pecado manifesta-se de muitas maneiras entre os cristãos (290). A Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja não se cansam de lembrar a presença e a universalidade do pecado na história do homem. 

O SACRAMENTO DA CONFISSÃO 

Deus não nos abandona, por meio do sacrifício da cruz, dispôs à toda a humanidade, de forma eficaz, a graça da ação salvífica por meio do seu Filho Jesus Cristo.

Mas, com o dom gratuito, não se dá o mesmo que com a falta. Pois se a falta de um só causou a morte de todos os outros, com muito mais razão o dom de Deus e o benefício da graça obtida por um só homem, Jesus Cristo, foram concedidos copiosamente a todos. (Rm 5, 15) 

Fomos reintegrados à amizade de Deus, no entanto, continuamos livres e podemos ainda decidir, e por escolha, pecar, somos pecadores. 

O Sacramento da Confissão ou Reconciliação é portanto o meio pelo qual, podemos novamente, sempre que recorremos, nos unir a comunhão com Deus e sua Igreja. Pois o pecado nos causa esta separação.
É portanto Deus que perdoa nossos pecados por meio do Sacerdote Ordenado, sendo o Padre ou o Bispo “in persona Christi Capitis. O Sacerdote não é o proprietário do perdão, mas o canal por meio da sucessão apostólica de servir e ministrar este sacramento.
Jesus confere à Igreja a autoridade de ministrar este sacramento na Pascoa da sua Ressurreição: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. (S. João 20, 22-23)

O confessor não é dono, mas servidor do perdão de Deus. O ministro deste sacramento deve unir-se à intenção e à caridade de Cristo. (CIC §1466) Confessar os pecados também é um ato de humildade, é saber que somos fracos e que nossos irmãos também o é. É reconhecer que a fraqueza também nos sujeita a exclusão de nós mesmos, nos impedindo de viver em comunhão com Igreja.

sacramento da confissão

Este Sacramento, também recebe outros nomes ou atributos, são eles:

  1. sacramento do Perdão
  2. sacramento da Penitência
  3. sacramento da Confissão
  4. sacramento da Conversão

Assista a animação abaixo que explica muito bem o Sacramento da Confissão:

A maioria de nós temos medo de nos expor, temos vergonha de dizer algum pecado para o padre. Mas o Sacramento da Confissão ou Reconciliação é a aplicação do amor de Deus para conosco. E nos coloca em estado de graça diante de Deus.
É por meio do Sacramento da Confissão que reconhecemos nossas fraquezas, nossas limitações e o quanto precisamos nos aproximar de Deus. O padre recebe a graça dada por meio da Igreja para que possa nos absolver e este mesmo padre também precisa do Sacramento da Confissão, este mesmo padre necessita reconhecer seus pecados, ai está a beleza da Igreja.
Somos um povo pecador leigos e sacerdotes, mas guiados pela Luz do Espirito Santo na Igreja de Jesus. O sacerdote recebe deste mesmo Espírito o poder de transmitir a graça do perdão, que ele mesmo busca para com suas faltas por meio do Sacramento da Confissão.
O Sacramento da Confissão também é um sacramento de cura. Muitos dos nossos problemas físicos são ocasionados por problemas emocionais, embora não devamos confundir o momento da CONFISSÃO.
Na confissão é onde podemos despejar nossas faltas, que nos angustiam, nos braços de Jesus por meio do sacerdote. E por meio da fé cremos que este Cristo que recebe nossa confissão sincera pode nos curar de qualquer mal.
Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia. (São Tiago 5, 16)

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Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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