CATEQUESE: SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS

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Os Sacramentos são sinais presentes na comunidade cristã. Podemos dizer que o Sacramento da Unção dos Enfermos, ou também conhecido como Extrema Unção, é sem dúvida, assim como os outros, mas por excelência um Sacramento de Cura.
As súplicas de cura é algo presente em todo o contexto da Sagrada Escritura, desde o Antigo ao Novo Testamento. Curar é um ato de amar e um ato incondicional do amor de Deus. A Igreja ensina e aplica a cura das enfermidades como um sinal desse amor, um Sacramento.

O ÓLEO E A UNÇÃO 

O óleo é um elemento muito utilizado na cultura religiosa, expressa na Sagrada Escritura, com inúmeras utilidades, desde cosmético até revitalização da saúde. No livro do profesta Isaías lemos: “Desde a planta dos pés até o alto da cabeça, não há nele coisa sã. Tudo é uma ferida, uma contusão, uma chaga viva, que não foi nem curada, nem ligada, nem suavizada com óleo.” (Is, 1, 6)

O óleo serve para suavizar as dores. O óleo, utilizado como elemento para ungir cura e liberta, “Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.” (S. Mc 6, 13)

Em toda a Bíblia vamos encontrar a utilização do óleo como meio para se abençoar e purificar. É uma prática sacramental administrada pela Igreja com a finalidade de confirmação, consagração e cura.
O óleo também é um meio de se abençoar ou consagrar objetos, assim vemos no livro de Gênesis:

No dia seguinte, pela manhã, tomou Jacó a pedra: sobre a qual repousara a cabeça e a erigiu em estela, derramando óleo sobre ela. (Gn 28, 18) No Catecismo da Igreja Católica também encontramos que o “[…] óleo é sinal de abundância (107) e de alegria (108), purifica (unção antes e depois do banho).” (CIC §1293) 

A UNÇÃO DOS ENFERMOS 

Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. (S. Tg 5, 14)

A prática de se ungir com óleo como sinal de esperança e cura já nasceu nos primórdios da Igreja. É tão rica e latente no meio da comunidade cristão que só poderia ser algo sacramental, um Sacramento que se destina nas dores humana.

A Igreja não é algo alheia ao sofrimento do Homem, ao contrário ela participa e caminha junto com a humanidade buscando meios para que se possa quando não curar, minimizar as moléstias que nos agridem.

As doenças nos levam ao desespero, ao desamparo e muitas vezes o vacilo na fé. Sobre o sofrimento o Catecismo no diz:

A doença pode levar à angústia, ao fechar-se em si mesmo e até, por vezes, ao desespero. e à revolta contra Deus. Mas também pode tornar uma pessoa mais amadurecida, ajudá-la a discernir, na sua vida, o que não é essencial para se voltar para o que o é. Muitas vezes, a doença leva à busca de Deus, a um regresso a Ele. (CIC §1501)

[…]imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados. (S. Mc 16, 18b)

Curar os doentes, dar conforto aos aflitos é um mandado de Jesus para sua sua Igreja em missão. A Igreja recebe como ordem curar os doentes.

Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai! (S. Mt 10, 8) 

Uma confusão que se faz, é que este Sacramento é para quem está morrendo, e isso é um pensamento errado que nasceu no meio da crendice popular
Este sacramento pode ser aplicado em qualquer grau ou estagio da doença. E pode ser aplicado mais de uma vez. Não é necessário estar em perigo de morte para recebê-lo.
Mesmo o que passarão ou passaram por um cirurgia podem receber o Sacramento da Unção dos Enfermos.

Se um doente que recebeu a Unção recupera a saúde, pode, em caso de nova enfermidade grave, receber outra vez este sacramento. No decurso da mesma doença, este sacramento pode ser repetido se o mal se agrava. É conveniente receber a Unção dos Enfermos antes duma operação cirúrgica importante. E o mesmo se diga a respeito das pessoas de idade, cuja fragilidade se acentua. (CIC §1515) 

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A aplicação deste Sacramento é restrita ao Sacerdote, ou seja ao Padre ou ao Bispo que lhe aplica pela instituição sacramental da Ordem que lhe foi conferida.

Só os sacerdotes (bispos e presbíteros) são ministros da Unção dos Enfermos (126). É dever dos pastores instruir os fiéis acerca dos benefícios deste sacramento. Que os fiéis animem os enfermos chamarem o sacerdote para receberem este sacramento. E que os doentes se preparem para o receber com boas disposições, com a ajuda do seu pastor e de toda a comunidade eclesial, convidada a rodear, de um modo muito especial, os doentes, com as suas orações e atenções fraternas. (CIC §1516)

O Papa Francisco incentiva que as famílias, que recorram aos padres para ministrar a Unção dos enfermos, mesmo quando o caso não for grave. 
“Temos a ideia errada de que, quando um padre visita um doente, as pompas fúnebres vêm em seguida. Isso não é verdade. O padre pode ajudar o enfermo (…) É o mesmo Jesus que chega para aliviar o doente, para lhe dar forças, esperança, ajudá-lo” (Papa Francisco, fev/2014). 
A o Sacramento da Unção dos Enfermos é um sacramento próprio para receber a cura, não só física, mas do corpo e da alma. A pessoa que o recebe também está sendo purificada dos seus pecados.
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Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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