JESUS EXISTIU? – FLÁVIO JOSEFO

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Jesus Existiu? O filho de Maria e de José o carpinteiro, existiu? Pensar na existência de Deus é um desafio para qualquer cristão. Dizer que Deus existe ou não existe é fácil para qualquer um, o problema é provar. Mas como diz um amigo meu “Para quem crê nenhuma prova é necessária. E para quem não crê, todas as provas não bastam.”

JESUS EXISTIU – FLÁVIO JOSEFO

Para ateus ou mesmo algum tipo de cético, argumentar a existência de Jesus por meio da Bíblia é algo desnecessário. Pois para estes, as Escrituras é algo tendencioso e meramente mítico. Quando não alegam que os textos bíblicos tenham sido adulterados pela própria Igreja. Deixando as especulações de lado, falemos então de Jesus. Perceba que me refiro ao “homem” Jesus, a pessoa. Também denominado de “Jesus histórico”. E não ao Cristo.
Vamos desconsiderar então os escritos dos cristãos dos primeiros século atestando a existência de Jesus. Precisamos então de fontes extra bíblicas e de preferência não cristã. Descartando obviamente os apóstolos inclusive Paulo, que não conheceu Jesus, não era cristão, e os perseguia, até se converter. 
Falemos então de José Ben Matias, mais popularmente conhecido como Flávio Josefo. Josefo é considerado um pesquisador ou um historiador que viveu no primeiro século da era cristã (ano 90), de origem judaica. Isso é importante: ele não era cristão. 
Flávio Josefo
Vejamos um parágrafo retirado do livro de Roland Fröhlich, em seu livro Curso Básico de História da Igreja
“Flávio Josefo, em sua Obra, fala de Tiago, O Menor, o “irmão de Jesus que é chamado Cristo” (Antig. XX 9,1)” [1] 
Continuando, o mesmo livro diz o seguinte: 
“Jesus teria feito obras importantes e teria sido condenado por Pilatos à morte na cruz; teria aparecido, novamente vivo, a seus discípulos, no terceiro dia; até hoje a raça dos cristãos, assim chamados em função dele, não extinguiu (Antig. XVIII 9,1)”. [1] 
Este parágrafo, como apresenta o próprio Roland Fröhlich, foi um “enxerto” nos escritos de Flávio Josefo possivelmente por cristãos. O fato é, o autor Flávio Josefo, atestou a existência de um homem em sua época e que seu nome era Jesus. O anexo atribuído aos cristãos querendo reforçar a existência de Jesus e que este era o Cristo, não invalida todo o resto de sua obra.
Em abril de 2014, a Folha de São Paulo publica uma matéria escrita por RLopes, com o título “Desculpaí, mas Jesus existiu: Flávio Josefo”. Também nesta matéria o autor não quer tratar do Jesus divino e sim do Jesus que existiu em uma sociedade, uma pessoa. Rlopes, com um tom descontraído de blogueiro, utiliza de fontes como a de John P. MeierPadre católico, doutor em escrita dos Evangelhos e ex-professor de Novo Testamento no Departamento de Estudos Bíblicos da Universidade Católica da América do Norte – vale a pena ler sua matéria, clique aqui, caso queira ler um pouco mais sobre o tema. 
No final de sua matéria ele diz: 
– Há pelo menos uma menção a Jesus numa fonte judaica não cristã do século 1º d.C. Essa fonte diz que ele era chamado “o Cristo” e menciona a morte de um “irmão” dele conhecido do Novo Testamento; 
– É provável que essa mesma fonte tenha ainda mais informações sobre Jesus — o fato de ele ser um mestre, de atrair seguidores, de ser perseguido pelas autoridades judaicas e de ser sentenciado por Pilatos –, embora o texto original tenha sido corrompido por copistas cristãos. (Rlopes, Folha de São Paulo, 16/04/14) 
A questão é, Jesus existiu e ponto final. No entanto crês que este Jesus seja o Cristo é um ato de fé. E cremos.
Este artigo pretende dar origem a outras discussões que levantarei aqui no Blog Catequese do Leigo. Seja bem vindo se for sua primeira leitura. Deixe seu comentário. Abraços.
[1] Fröhlich, Roland. Curso Básico de história da Igreja. São Paulo. Ed. Paulus, 1987.
Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

2 Respostas

  1. Por que essa história continua na penumbra? Não devia ser assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão. http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

    • Olá Ivani Medina, muito obrigado por seu comentário. Jesus continua na penumbra e continuará. Pois para os que creem não é necessário outra prova se não a própria Igreja por Ele edificada. E é nisto que a Igreja se fundamenta, nem mesmo em milagres, mas sim de que Jesus é o Senhor e centro de todo o universo. E que seus Apóstolos continuaram sua missão construindo o corpo místico de Cristo, a própria Igreja. Felizes os que acreditam sem terem visto S. Jo 20, 29

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