EU VIM PARA SERVIR

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A Campanha da Fraternidade de 2015 nos trás uma reflexão sobre o serviço e seu sentido. Embora eu, particularmente tenha algumas reservas sobre a CF, considero como leigo o tema muito propício para nossos dias. Dentro desta dimensão está uma bela foto onde o Papa Francisco beija os pés de um fiel em um momento litúrgico.
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Vou apresentar aqui três dimensões que considero importante sobre o Tema da CF-2015 “EU VIM PARA SERVIR (S. Mc 10, 45), que são:
 
  • Serviço comunitário
  • Serviço Sacerdotal
  • Serviço Social e Político 
É importante termos em nossa mente que a iniciativa do SERVIÇO sempre esteve no seio da Igreja Católica e por inúmeros exemplos. Como por exemplo o nosso atual Papa Francisco, que nos mostra o quão é importante se dispor. E ao falarmos dos Evangelhos, podemos pensar na sogra de Pedro (S. Mc 1, 29-39) que ao ser curada, levanta-se para servir.

O SERVIÇO COMUNITÁRIO

O serviço comunitário que me refiro aqui é aquele destinado aos leigos, que dentro da sua dimensão de fé se pré dispõe no serviço pastoral. A igreja local em sua proporção geográfica é dividida em uma Diocese e por sua vez em paróquias. O primeiro por excelência a se por ao serviço neste contexto é o próprio Bispo. Isso quando falamos no sentido catequético.

 
No entanto no avanço da Igreja outros carismas foram se despontando e novas necessidades foram surgindo, e ai entra o leigo em seu papel evangelizador e de serviço. As PASTORAIS são sem dúvidas o meio pelo qual um leigo pode se apresentar na disposição do serviço.
 
Muitos leigos se apresentam atendendo também ao chamado dos que necessitam de um apoio que por muitas vezes passa pelo social e espiritual em sua comunidade. O serviço comunitário então dentro de uma paróquia ou diocese abrange e abraça todos os leigos que se apresenta ao próximo no interesse em servir e abraçar uma causa maior.
 
Pode-se destacar alguns dos mais belos trabalhos comunitários pastorais de nossas comunidades, entre eles:

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A Pastoral da Criança, que erradicou a mortalidade infantil e por muitas vezes foi utilizada como manobra política de governantes, se apropriando da autoria desta pastoral. A Pastoral da Criança criada e difundida pela médica pediatra e católica, Zilda Arns, é reconhecida mundialmente por seu trabalho.
Também de grande valia para os que estão privados da liberdade, por diversos motivos tem-se a Pastoral Careceria, que busca catequizar os que estão presos por algum delito
 
Outra pastoral muito importante em nossas paróquias é a Pastoral Familiar, esta pastoral desempenha um trabalho evangelizador junto aos pais, mãe e filhos. A é igreja doméstica. Discussões como aborto, drogas e diversos outros dentro da dimensão familiar são tratados e abordados por esta pastoral.
 
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A Pastoral da Saúde também é uma dimensão do serviço que engaja leigos profissionais da saúde ou não, que se apresentam no trabalho de levar esperança, sacramentos e diálogo com aqueles que estão enfermos e necessitam de um acompanhamento na partilha e na espiritualidade.
 
Tantas outras Pastorais poderiam ser descritas aqui, como por exemplo a Pastoral do Batismo, Pastoral da Catequese, Pastoral dos Surdos e etc.
Além das Pastorais existem também os movimentos católicos, como o da Renovação Carismática Católica, os Focolares, o Movimento Familiar Cristão e o Movimento de Cursilhos.
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Outra organização de proporção mundial é a CÁRITAS, que busca promover a ação social em todo mundo, buscando promover o ser humano em suas diversas necessidades.
 

Porque, como todos os fiéis, são por Deus encarregados do apostolado, em virtude do Baptismo e da Confirmação, os leigos têm o dever e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra. Este dever é ainda mais urgente quando só por eles podem os homens receber o Evangelho e conhecer Cristo. Nas comunidades eclesiais, a sua acção é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, a maior parte das vezes, alcançar pleno efeito (440).
Catecismo da Igreja Católica – § 900

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O SERVIÇO SACERDOTAL

Aqui no Blog Catequese do Leigo já comentamos sobre a questão do Sacramento da Ordem, que está intimamente ligada com o Serviço Sacerdotal.
O Serviço Sacerdotal, Catequético e Pastoral em um primeiro momento é destinado aos Bispos, são estes os primeiro a se debruçarem no anúncio serviçal do amor a Cristo.
 

Este Catecismo destina-se principalmente aos responsáveis pela catequese, que são em primeiro lugar os bispos, enquanto doutores da fé e pastores da Igreja. É-lhes oferecido como instrumento para o desempenho da sua missão de ensinar o povo de Deus. E, através dos bispos, dirige-se aos redactores de catecismos, aos sacerdotes e aos catequistas. Será também uma leitura útil para todos os outros fiéis cristãos.
Catecismo da Igreja Católica – § 12 

 
A palavra serviço, tem sua origem na palavra grega “διάκονος” que quer dizer “diácono”, que seria algo como servo ou aquele que está para o serviço. 

Os ministros ordenados, portanto, estão ao serviço do reino de Deus para contribuir para a salvação de todos no anúncio do Evangelho e na aplicação dos Sacramentos.
 
Em virtude do sacramento da Ordem, os sacerdotes participam das dimensões universais da missão confiada por Cristo aos Apóstolos. O dom espiritual que receberam na ordenação prepara-os, não para uma missão limitada e restrita, «mas sim para uma missão de salvação de amplitude universal, “até aos confins da terra”» (48), «dispostos, no seu coração, a pregar o Evangelho em toda a parte» (49).
Catecismo da Igreja Católica – § 1565

Assim como o próprio Cristo veio para SERVIR assim os ORDENADOS, Bipos, Padres e Diáconos, são chamados a empregar o anúncio, o conforto e o ministérios dos sacramento para os fiéis. 
 

O SERVIÇO SOCIAL E POLÍTICO

Esta é uma das dimensões que sem dúvida também deveria interessar aos leigos. Pois também é um serviço. E este serviço influência intimamente em nossa caminhada neste mundo. 

A dimensão política infelizmente é ignorada por nós e por conta disso é aproveitada por aqueles que se fazem de cordeiros, para agir como lobos vorazes da ganância, para o próprio bem. 
 
O leigo, que está intimamente ligado a Igreja de Cristo, deve promover sim, seu papel junto aos presbíteros meios para que a sociedade como um todo se favoreça dentro da ótica cristã sua sobrevivência em um contexto justo e digno.
 

A iniciativa dos cristãos leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar, com as exigências da doutrina e da vida cristã, as realidades sociais, políticas e econômicas. Tal iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja:
«Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: por eles, a Igreja é o princípio vital da sociedade. Por isso, eles, sobretudo, devem ter uma consciência cada vez mais clara, não somente de que pertencem à Igreja, mas de que são Igreja, isto é, comunidade dos fiéis na terra sob a direção do chefe comum, o Papa, e dos bispos em comunhão com ele. Eles são Igreja» (439).


O serviço é na Igreja e para a Igreja, mesmo por aqueles que não creem, mas que estão inseridos na sociedade recebem deste serviço os benefícios que deveriam ser apregoados para o bem comum.

Portanto a dimensão do serviço político influência A TODOS sem exceção, mesmo aqueles que dizem não se interessar por política sofre pelas decisões que os governantes  de nosso tempo decidem como agir na educação, na saúde, no trabalho e em outros fatores que abrangem as necessidades sociais de todos nós.

A má administração social impede o crescimento do ser humano em sua totalidade. Coloca o bem estar social de todos nós no sentido contrário da salvação, transgredindo a liberdade de toda a humanidade  em seu sentido moral.
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Ameaças à liberdade. O exercício da liberdade não implica o direito de tudo dizer e fazer. É falso pretender que «o homem, sujeito da liberdade, se basta a si mesmo, tendo por fim a satisfação do seu interesse próprio no gozo dos bens terrenos»(36). Por outro lado, as condições de ordem econômica e social, política e cultural, requeridas para um justo exercício da liberdade, são com demasiada frequência desprezadas e violadas. Estas situações de cegueira e de injustiça abalam a vida moral e induzem tanto os fracos como os fortes na tentação de pecar contra a caridade. Afastando-se da lei moral, o homem atenta
contra a sua própria liberdade, agrilhoa-se a si mesmo, quebra os laços de fraternidade com os seus semelhantes e rebela-se contra a verdade divina.

Catecismo da Igreja Católica – § 1740


Quando ignoramos a ação social dentro do serviço político, estamos vendando nossos próprios olhos e deixando que outros nos guiem e nos manipulem de acordo com sua própria vontade. 

Os três pontos apontados pelo Blog Catequese do Leigo é uma opinião leiga e simples, mas dentro das vias catequética. Espero que você tenha gostado, deixe seu recado e assine o blog. Abraços.
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Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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