CATEQUESE EM AÇÃO: O CATECUMENATO

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Muito bom, eu espero que você não seja uma pessoa preguiçosa, porque aqui gosto de por a mão na massa. Ou seja, tentar falar de forma clara mas não tão objetiva. Isto porque a catequese deve ser tratada com seriedade e devemos nos formar para isso. Então, senta que lá vem catequese..Huruuu.

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O que você verá nesta postagem sobre catequese e ainda poderá se aprofundar em outros temas e materiais sobre catequese aqui no Catequese do Leigo. Você poderá clicar em cada um dos tópicos a seguir para ser direcionado dentro da postagem ou ler continuamente, não tenha preguiça! Veremos:

  1. O Inicio da Catequese
  2. Porque Catequizar
  3. O Protestantismo no Brasil
  4. O Que Catequizar


E como disse antes, se você já é catequista ou está pensando em ser, o Catequese do Leigo é um blog que acredita na formação do catequista e quer contribuir de forma didática e informativa. E por isso você também pode ser um assinante e receber as atualizações do Catequese do Leigo gratuitamente em seu e-mail.

I. O INICIO DA CATEQUESE

A catequese sempre foi o instrumento de ação de evangelização da Igreja Primitiva. Com a morte dos Apóstolos os novos discípulos, guiados pela luz do Espírito Santo, recebiam aqueles que queriam ingressar na fé católica. Os candidatos ou catecúmenos eram abraçados pela comunidade local e faziam uma experiência de 3 a 4 anos para assim receber o Sacramento do Batismo.

Então veja, no inicio da Igreja havia um cuidado muito maior na prática de catequizar os candidatos a ingressar na fé católica. A catequese era trabalhada de forma INSTRUÇÃO e CONVIVÊNCIA.

No livro A Pedagogia da Iniciação Cristã do Pe. Renato Quezini, é contado que no inicio do século II os pagãos começaram a se interessarem pelo Cristianismo e isso promoveu ainda mais o trabalho de catequese para estes novos adeptos.

E este trabalho passou algo que não era meramente a aplicação dos Sacramentos, mas uma profunda instrução da fé pregada pela Igreja. E é isso o que a catequese deve realizar, INSTRUIR, proporcionar um profundo contato com o Cristo e sua Igreja. E assim receber seus tesouros, os Sacramentos.

O catecumenato é então envolvido pela mistagogia e neste sentido expressa as verdades de nossa fé por meio dos mistérios da salvação. E é basicamente isso o sentido da palavra mistagogia, iniciar na instrução dentro dos mistérios da fé apresentado Cristo ao catecúmeno.

E este é o trabalho do catequista em sua catequese, introduzir o catecúmeno nos mistérios. E é mistério, porque embora a Igreja pregue o anuncio do Cristo que veio ao mundo, tem tudo foi revelado, nem tudo está a luz da razão humana, porém cremos e professamos esta fé que anunciamos na catequese.

Perceba então que a Igreja no inicio dos primeiros séculos, não que não o tenha hoje, mantinha uma guarda de grande zelos em anunciar Jesus crucificado e ressuscitado para nossa salvação.

Hipólito de Roma, escritor da obra cristã Tradição apostólica, também por profundo zelo das fontes espirituais, os tesouros da Igreja, tinha um. Hipólito (170 +236) tinha como base para o catecumenato etapas para introduzir o catecúmeno na Igreja, como a apresentação do candidato, um período de preparação deste, que variava entre 3 a 4 anos. E a aplicação dos sacramentos da iniciação cristã o Sacramento do Batismos, a Crisma e a Eucaristia.

A catequese tem um papel fundamental dentro da ação de evangelização. É na catequese que o anuncio acontece e é de estrema importância que estejamos preparados e informados para poder instruir aqueles que buscam na catequese o Cristo.

No entanto, com o passar do tempo, e o crescimento do Cristianismo, após o Edito de Milão, que dava a liberdade de culto a Igreja, o Império Romano se torna cristão. E então, muitos começaram a aderir o cristianismo por interesses políticos e não mais por uma profunda aceitação do Cristo (A Pedagogia da Iniciação Cristã p. 24).

Com isso a catequese instrutiva começou a perder sua força evangelizadora e outros interesses passaram a assumir o que antes era uma verdadeira adesão ao Cristo ressuscitado.

E isto explica o porque temos hoje poucos católicos com uma má formação e muitos destes agindo como catequistas, instruindo de forma precária por falta de uma formação catequética de qualidade.

Bem, espero que você esteja gostando deste artigo, gostaria de lhe apresentar outros temas abordados aqui no Catequese do Leigo a catequese e a iniciação cristã, a importância da formação para o catequista e sobre os sacramentos.

Gostaria de contribuir com sua formação, então espero que também continue no roteiro proposto por este artigo sobre catequese.

II. PORQUE CATEQUIZAR

Porque catequizar? É uma pergunta que parece simples e na verdade não é, pois perdemos o foco da catequese, como você deve ter percebido no tópico anterior, a evangelização catequética por volta do século V passou a perder força por interesses políticos e pessoais, o que enfraqueceu a catequese e sua essência.

A principal resposta para esta pergunta é, PARA ANUNCIAR O CRISTO e fazer com que todos possam conhecer o Filho de Deus que veio ao mundo como homem e como Deus. E que este Cristo morreu por nós, ressuscitou e deixou a Igreja como sinal de sua permanência no mundo.

Em resumo, este seria o motivo pelo qual nós deveríamos catequizar, onde a catequese é o instrumento de se apresentar Jesus, seja para uma criança o para um adulto e até mesmo para os que não tem ou são de outras religiões.

Bom, e então vem a pergunta, se eu não conheço minha fé de forma concreta, se não conheço a Igreja e uma boa parte de sua dimensão, como eu posso catequizar. Bem, desculpe a franqueza, não pode.

Não pode porque só podemos falar daquilo que conhecemos, só podemos falar do amor daquilo que já amamos. E infelizmente a catequese está nas mãos de muitos, que de fato por boa vontade, mas quase que sem nenhum preparo.

A catequese é de fato então o principal elemento para os que querem receber os Sacramentos, porém imagine você receber algo muito valioso, algo que não se encontra em qualquer lugar e apenas colocar no bolso e depois em uma gaveta, onde nunca mais será aberto, ficando na penumbra do esquecimento.

É assim que estamos tratando os Sacramentos. E então, porque devemos catequizar, porque a catequese deve a ferramenta, deve ser o instrumento, a lanterna que irá trazer a luz onde nenhuma gaveta pode ser esquecida. A catequese precisa tornar vivo aquela chama que o homem carrega em seu coração, fazendo-a arder como aquela sarça ardente no deserto.

Se você é catequista isto faz parte da sua missão, se você está na catequese este é o tesouro que você está recebendo da Igreja de Jesus.

Portanto ao catequizar o catequista deve se valer também de recursos, que o possa colaborar na ação da catequese. O catequista como canal de anuncio, deve estar aparado pela comunidade, pois este também é desejo da Igreja. E é óbvio que um catequista bem formado pode sim, contribuir de maneira eficaz.

E é o que podemos encontrar no Diretório Nacional de Catequese proposto pela CNBB que lembra muito bem as palavras de nosso saudoso São Papa João Paulo II que diz:

O vosso papel principal deve ser o de suscitar e alimentar, em vossas Igrejas, uma verdadeira paixão pela catequese; uma paixão, porém, que se encarne numa organização adaptada e eficaz, que empenhe na atividade as pessoas, os meios e os instrumentos e, também, os recursos financeiros. Podeis ter a certeza disto: se a catequese for bem feita nas vossas Igrejas locais, tudo o mais será feito com maior facilidade

Logo devemos fazer da catequese um instrumento de libertação, anunciando Jesus que arde no coração dos homens, mas também deve ser um canal de libertação, onde devemos denunciar os erros deste mundo.

Devemos catequizar também, para que se possa ajudar na construção do caráter do ser humano em um sentido de moral e ética. Pense você agora no seguinte panorama, “quantos políticos católicos” ou que se dizem católicos, mas que se envolveram em corrupção e em desprezo aos mais pobres. E então vem a pergunta, estes católicos não fizeram catequese? Não receberam os Sacramentos?

A catequese não pode ser apenas um pequeno encontro metódico, com um período no calendário paroquial com data para iniciar e terminar com a entrega de um “diploma” que chamamos de Sacramentos.

Logo, o período catequético deve ser um momento de reflexão dentro da moral cristã no anuncio do Cristo. Contribuindo com a formação pessoal e espiritual do candidato a catequese, do adulto e do infantil.

Também no Diretório Nacional de Catequese encontra-se de forma explicita um sentido um pouco mais profundo do ato de catequizar, veja:

A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma conseqüência de uma adesão à proposta do Reino, vivida na Igreja. Nosso processo de crescimento da fé é permanente; os sacramentos alimentam esse
processo e têm conseqüências na vida.

Portanto, a catequese deveria ou deve ser um envolto de construção e formação para com a pessoa. A aplicação dos Sacramentos é necessária mas não deve ser o fim, mas sim um meio pelo qual, munidos dos mistérios da Páscoa de Cristo, possamos ser por Ele guiados também na sociedade que nos cerca. Cada batizado deveria ser uma multiplicador no anuncio de Cristo.

Porque devemos catequizar? Para que possamos anunciar o Cristo e que possamos colaborar na construção de uma sociedade de valores baseados no respeito e amor ao próximo.

Você também pode encontrar aqui no Catequese do Leigo outros posts ou artigos relacionados com este, como Catequizar na Inquietude e o Desafio de Catequizar, veja também o telam Você que é Católico.

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III. O PROTESTANTISMO NO BRASIL

O protestantismo surgiu basicamente no ano de 1513 com o Luteranismo, a partir de Martinho Lutero. O nome protestante provém de protestos contra a Igreja a favor dos seguidores de Lutero.

O protestantismo tem por base principal como regra de fé somente a Bíblia, Sola Scriptura, Somente a Escritura (Bíblia). Os protestantes hoje, principalmente aqui no Brasil, são chamados de Evangélicos, e acredite muitos evangélicos não sabem sua origem protestante e muito menos o que é o protestantismo, me refiro aqui principalmente as igrejas pentecostais, que são conduzidas principalmente pela “teologia da prosperidade“, onde “Deus” dá riqueza para quem o aceita.

Com o Luteranismo outros movimentos protestantes surgiram, como o Calvinismo iniciado por João Calvino. Além destes em 1534 o rei Henrique VIII, por motivos extremamente pessoais (queria que a Igreja anulasse seu casamento) fez com que a Igreja na Inglaterra se separasse da Igreja de Roma, surgindo assim o Anglicanismo.

A Igreja sempre ensinou que a base de nossa fé é sim fundamentada na Bíblia, mas também na Tradição Apostólica e no Magistério da Igreja, aquilo que ela ensina.

Nós como catequistas, devemo sim, saber e entender a evolução do Cristianismo, para que possamos hoje dentro de toda esta pluralidade religiosa poder, dentro de uma catequese, responder questões que envolva a dimensão da nossa Igreja Católica Apostólica Romana.

Entende porque a catequese não pode ser apenas um encontro de lazer, onde nos reunimos para tentar dizer que seguir Deus é bom? A verdade é essa, catequizar é sim um desafio, que envolve estudo e um longo estudo continuo sobre a nossa fé. As questões sobre o protestantismo deve ser tema catequético, basta o catequista se apoderar de forma coerente desta informação, estudar e analisar de forma madura e sóbria.

O protestantismo no Brasil encontrou um solo fértil dos mais variados gostos. No GUIA PARA O CATEQUISTA disponibilizei um pequeno infográfico onde mostra o avanço do protestantismo no Brasil.

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Neste infográfico é apresentado uma visão de como o Catolicismo se encontra em desiquilíbrio ao  longo dos anos. E isto é sim uma preocupação catequética.

Não é por fato de números ou quantidade de fiéis e tão pouco por disputa de poder. Mas sim uma observação de como é que se encontra a ação catequética, como nossa catequese está fragilizada.

Ainda somos considerados a maior nação católica do mundo, no entanto pode-se perceber que há tempos, há um declínio e que religiões declaradamente inimigas da Igreja Católica, iludem o povo, que foram catequizados de forma empobrecida e que agora, por argumentos de trechos manipulados da Bíblia, convencem aquele que já foi Batizado e na maioria das vezes receberam os outros Sacramentos e professam uma fé em Cristo, porém rejeitando os Sacramentos que a Igreja desde sempre, desde a era Apostólica ensinou e ministrou.

O protestantismo deve ser debatido na catequese, deve ter seu espaço para estudo e apresentação dos fatos. Entre o protestantismo, em sua maioria, os que rejeitam a Eucaristia, na Igreja é o Corpo e Sangue de Cristo. Para algumas religiões é somente um simbolo, já para outras mais modernas, não representam nada.

Quando a catequese não é de instrução e de formação, somo alvo fáceis da insegurança religiosa e de pregações manipulativas. O número de grupos religiosos cristãos, separados da Igreja Católica, vem crescendo gradativamente.

E este é um dos motivos pelo qual a catequese não pode ser tratada de forma alguma como algo supérfluo ou simplesmente como um roteiro social de quem simplesmente nasceu em uma família católica.

A formação de um catequista deve promover para este meios para que ele possa, estudar eles elementos complexos que envolve o Cristianismo (Catolicismo e Protestantismo), que antes era a Cristandade (Igreja Católica).

É preciso saber que a Igreja respeita outras religiões, mesmo as não cristãs. No entanto a Igreja sempre irá afirmar e reafirmar que ela é a Igreja de Jesus Cristo.

Caro catequista, convido você a observar estas questões e analisar como vem sendo seus encontros de catequese, bem como também sua formação como catequista.

Saiba que a Igreja sempre teve que “lutar” contra aqueles que queriam infiltrar ideologias infundadas no seio da Igreja, vários foram os que debatiam a fé e escreveram obras contra as heresias de cada tempo.

Santo Agostinho foi um dos grande homens da Igreja, que lutou contra as heresias de sua época e era conhecido como o Martelo dos Hereges.

A catequese também deve ser fonte esclarecedora, para que não caíamos em crenças que não fazem parte da fé católica.

Existem hoje vários cristãos que com sinceridade reconheceram que a Igreja é Mãe e Mestra da humanidade cristã e que nela encontra-se o depósito da fé.

Assim podemos ver no documento DOMINUS IESUS em suas primeiras linhas:

O Senhor Jesus, antes de subir ao Céu, confiou aos seus discípulos o mandato de anunciar o Evangelho a todo o mundo e de baptizar todas as nações: « Ide a todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas. Quem acreditar e for baptizado será salvo, mas quem não acreditar será condenado » (Mc 16,15-16); « Todo o poder Me foi no céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, baptizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos » (Mt 28,18-20; cf. ainda Lc 24,46-48; Jo 17,18; 20,21; Atos 1,8).

Para sua formação você também pode acessar outras postagens do blog Catequese do Leigo, como A Igreja de Cristo se Perdeu e a Minha Fé. Se quiser também conheça um pouco mais sobre o Espiritismo.

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IV. O QUE CATEQUIZAR

O catequista é aquele agente que se disponibilizou para instruir na catequese de adultos ou infantil, aqueles que pretendem receber os Sacramentos.

Embora este seja o principio básico de toda a catequese, a ação de catequizar não é somente apresentar e falar sobre os sacramentos, mas é instruir de forma que o catecúmeno conheça o Cristo e assim possa ama-lo.

Os Sacramentos compõe a riqueza de toda a Igreja, mas a ação de catequizar é bem mais que um encontro para falar dos sete sacramentos.

Se não conseguirmos apresentar Jesus Cristo de forma que os catecúmenos se voltem para este Jesus, estaremos simplesmente fazendo da catequese um instrumento de preceito social e não espiritual.

Mas o que catequizar então, este na verdade é o centro de todo este post, refletir sobre a estrutura de nossa catequese dentro de uma ação evangelizadora comprometida com Jesus e também com a sociedade. Pois é na sociedade onde testemunhamos a Cristo.

O catequista precisa se organizar e construir um método para que ele possa aplicar a instrução catequética. As etapas da catequese deve envolver e resgatar os primórdios da Igreja Primitiva.

No Documento de Aparecida a preocupação com o pragmatismo da religiosidade da nossa fé, afirmando que:

Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez. (DAp, n. 12)

Veja o quanto estamos subestimando o nosso tempo, imaginando que meras reuniões de leitura, dizendo isso ou aquilo sobre determinado Sacramento, é o suficiente para cativar o catecúmeno e o envolver na filiação da Igreja. Grande engano.

Existem hoje muitos outros fatores que podem fazer uma pessoa a deixar de ser cristão ou simplesmente aceitando o protestantismo com todas as suas dissonâncias da fé Apostólica.

A reunião de catequese está longe de ser um encontro baseado em leitura decorativas, quando não, sem uma explanação do conteúdo apresentado.

Portanto a catequese deve sim obedecer um roteiro porém o catequista deve ser sim, instruído e formado para trabalhar na contextualização catequética que envolve o catecumenato.

A figura abaixo representa o que a catequese deve incorporar no tempo do catecumenato. Onde o catequista deve fazer um elo que possa ligar as etapas de acolhida, anúncio e preparação para os mistérios (mistagogia).

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As etapas descrita na figura acima não são conclusiva, isto significa que é necessário, que dentro de cada uma das etapas o catequista deve se empenhar na instrução de uma catequese que possa atrair o candidato para Cristo.

Para realizar este trabalho dentro da catequese, o catequista necessariamente precisa estar instruído de forma que possa realmente anunciar Jesus ressuscitado.

Em cada tempo ou etapa é claro que o catequista deve saber abordar os mistérios dos sacramentos dentro da catequese, mas não simplesmente falar, mas proporcionar uma vivência para cada sacramento.

Um catequista instruído, formado e convicto na ação evangelizadora da Igreja produz frutos quando expõe e anuncia o Cristo dentro da catequese, inflamando o coração dos candidatos com a luz do Espírito Santo.

Vale lembrar novamente o Documento de Aparecida que expressa a realidade da nossa catequese e catequistas, que mesmo por boa vontade ainda não estão ou não são preparados de forma a atingir a ação evangelizadora. É dito que:

No entanto, apesar da boa vontade, a formação teológica e pedagógica dos catequistas não costuma ser a desejável. Os materiais e subsídios são com freqüência muito variados e não se integram em uma pastoral de conjunto; e nem sempre são portadores de métodos pedagógicos atualizados. Os serviços catequéticos das paróquias freqüentemente carecem de colaboração próxima das famílias. Os párocos e demais responsáveis não assumem com maior empenho a função que lhes corresponde como primeiros catequistas.  (DAp. 296)

O que é apresentado no Documento de Aparecida acima descrito, infelizmente é uma realidade sobre nossa catequese. No entanto o quanto mais nos acomodamos, mais e mais outras ofertas religiosas, que não tem o compromisso da verdade com Cristo conseguem de forma usurpadora conquistar aqueles que deveriam ser acolhidos para a Igreja de Cristo.

E é de extrema importância caro catequista, que sua formação seja a contribuir com uma catequese sóbria, alicerçada nos ensinamentos da Igreja e em uma catequese que anuncia e denuncia os males deste mundo com a força de Cristo.

Muito obrigado por sua visita no Catequese do Leigo, e gostaria muito que deixasse seu comentário. Espero que tenha gostado deste material assim como espero que tenha ajudado na construção da sua formação para a sua catequese.

Clique na indicação de cada link se você quiser saber mais sobre Querigma, sobre o Sacramento do Crisma ou sobre os Ritos Orientais e Ocidentais da Igreja.

Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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