FORMAÇÃO DO CATEQUISTA, O DESAFIO DE CATEQUIZAR

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A formação do catequista muitas vezes passa a ser ignorada. Porque diante de certas necessidades, e é com todo o respeito que digo isso, ficamos limitado apenas a boa vontade de algumas poucas pessoas, que se dispõem a entrar nos caminhos da catequizar.

O que acontece é que estas pessoas, de boa vontade de devem ser valorizadas por isso, não possuem uma formação adequada. O catequista é um agente que auxilia o catequizando no caminho da fé.

A Bem Aventurada Madre Maria Helena (1852-1900) diz que “Ser catequista é ser jardineiro de gente”. É então aquele que “planta”, “aduba”, “rega” e faz florescer nos caminhos da fé e no amor a Igreja.

Nosso querido e saudoso Papa João Paulo II disse: “A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã”.

A formação do catequista é algo contínuo, não podemos brincar de “ensinar à bonzinhos” se não Deus castiga. A catequese é algo que deveria e deve apresentar o Cristo Jesus aqueles que desejam o conhecer.

Muitas paróquias, sendo sincero, desinteresse do próprio pároco ou mesmo da pastoral de catequese, deixam a formação do catequista como algo de segundo plano, pairando simplesmente nas ações de se aprender as orações, não que não seja necessário.

Mas o catequista necessita estar preparado adequadamente, pronto para desempenhar seu papel evangelizador.

FORMAÇÃO DO CATEQUISTA

Hoje em um mundo onde ir a Igreja e ser Igreja se tornou algo banal tratado de forma infantil. Os desafios do catequista está em ir contra a maré do mundo moderno já iludido pelo relativismo.

Em 15 de abril de 1983 a 21ª Assembleia Geral da CNBB em virtude da aprovação do documento Catequese Renovada, mencionam sobre a caminhada da instrução catequética ao longo dos séculos, como um valor do passado, do ensino a fé e a vida da comunidade cristã (século I a V), como meio de entronização ou imersão na cristandade (do século V ao XVI), como aprendizagem pessoal a partir do século XVI) e como um ensino permanente em comunhão na participação na comunidade (século XX) [1].

Um chamado que brota no coração de todos aqueles que se dedicam a um grande desafio, que por vezes é incompreendida é ridicularizada cada vez mais por pretensos mecanismos sociais. para que ele possa apresentar o CRISTO para seus catequizandos, no entanto este catequista deve conhecer este mesmo Cristo para apresentá-lo.

“Seduziste-me, Senhor; e eu me deixei seduzir! Dominaste-me e obtivestes o triunfo. Sou objeto de contínua irrisão, e todos zombam de mim”. (Jeremias 20, 7)

No entanto a Igreja tem se reocupado com as exigências atuais, incentivando metodologias coerentes para a formação dos cristãos. Desde 1971, o Diretório Catequético Geral tem orientado as Igrejas particulares no longo caminho de renovação da catequese, propondo-se como válido ponto de referência tanto no que diz respeito aos conteúdos, quanto no que concerne à pedagogia e aos métodos a serem empregados. [2]

Levando em conta as esferas exigentes, não podemos nos esquecer dos esforços de cultivar, assim como jardineiros, semeadores que estão sujeitos ao “solo” que nem sempre é propício de imediato.

A qualidade do terreno é sempre muito variada. O Evangelho cai « à beira do caminho » (Mc 4,4), quando não é realmente escutado; cai « em solo pedregoso » (Mc 4,5), sem penetrar profundamente na terra; ou « entre os espinhos » (Mc 4,7), e é imediatamente sufocado no coração dos homens, distraídos por muitas preocupações.

Mas uma parte cai « em terra boa » (Mc 4,8), isto é, em homens e mulheres abertos à relação pessoal com Deus e solidários com o próximo, e produz frutos abundantes. [2]

O DNC (Diretório Nacional de Catequese) já em suas primeiras páginas alerta para os mais diferenciados desafios, desde a própria formação do catequista até o plano metodológico ou o modelo a se aplicar para alcanças os que se colocam a plano e aprendizagem sobre a fé, a Igreja e Jesus.Formação do CatequistaHá alguns destaques a serem considerados, como as fontes da catequese, a formação de catequistas, o catecumenato como modelo referencial para os diversos tipos de catequese, a pedagogia de Deus, a centralidade de Jesus Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6), a ação do Espírito Santo, a catequese para pessoas com deficiência, o princípio metodológico da interação entre a fé e a vida e Maria, mãe e educadora de Jesus e da Igreja.[3]

Preparar-se para enfrentar as dificuldades e a diversidade é fundamental para o desempenho de uma boa catequese. Instruir-se na fé e no que ensina a Igreja é primordial.

É na Igreja que encontramos os mistérios da fé e nos aprofundamos por meio dos seus ensinamentos e seguir o caminho rumo a Deus. A Igreja é a coluna forte e sólida que nos fortalece na verdade de Jesus Cristo.

“Igreja, coluna e sustentáculo da verdade.” (I Tim 3.15)

O catequista então, deve se aprofundar nos ensinamentos de Jesus continuado pela Igreja que ele mesmo edificou por meio dos apóstolos.

A formação do catequista deve ser entendida como algo de extrema urgência para nossos dias, os apelos e questionamentos, frente a tantas seitas religiosas ditas cristãs nos impulsionam a sair do comodismo e reconhecer que precisamos estar preparados para esta batalha de catequizar.

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Considere que a formação do catequista é algo contínuo e que um planejamento para a formação deve ser algo discutido e incentivado na comunidade. A formação do catequista é tão importante quando a própria ação de catequizar.

O site CATEQUISAR apresenta algumas dicas para você também se preparar e colaborar com sua formação ou com a formação do catequista de sua paróquia, vale a pena dar uma olhada.

Fonte:
[1] Moral renovada para uma catequese renovada: disponível em <http://www.niloagostini.com.br/artigos/2010/pdf/08_290410.pdf> acessado em 30/03/2014
[2]   Diretório Geral Para a Catequese
[3]   Diretório Nacional de Catequese, p. 8. Edições Paulinas. 5º ed. 2007 

Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

3 Responses

  1. Flávio Fabrício

    Caro, irmão catequista!

    Formação para catequista, as vezes ressoa como um monte livros de teologia, os documentos da igreja, catecismo, diretórios, encíclicas, exortações apostólicas, etc…

    “Muitas vezes a formação de catequista tem colocado maior importância no conteúdo intelectual, dogmático, sintético, acadêmico, sem uma real incidência na vida e missão. A maior falha está no aspecto essencial da própria vida cristã, isto é, a conversão, o encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e o impulso para o crescimento rumo a maturidade de discípulo missionário na intimidade com o Senhor, na inserção na comunidade e no compromisso com a missão.” Formação Inicial de Catequistas – Orientações CNBB/REGIONAL SUL II – ANIMAÇÃO BÍBLICO – CATEQUÉTICA.

    Eu vejo que a principal formação para o catequista está na sua profunda intimidade com Jesus Cristo. Ou seja, uma experiência pessoal com a pessoa de Jesus. Uma experiência como a de São Pedro, São Paulo, São Francisco de Assis, Santa Terezinha do Menino Jesus, São José de Ancheita… Deve pensar, “ah! Mas eles foram santos” – saiba que você, eu e nós todos também somos chamados a sermos santos, e “santos de calças Jeans que bebe Coca-Cola” como dizia São João Paulo II. Mas tem também a experiência como da dona Maria, do Sr. João, e tantos outros anônimos que em seu silêncio, souberam amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

    O processo de formação deve passa pela Cruz de Jesus, com Jesus, e celebrar a alegria da Vida Nova em Cristo. Essa formação impulsiona o Catequista a fazer ecoar, anunciar o Reino de Deus, como manda o próprio Jesus nas Sagradas Escrituras. O Catequista passar ser uma testemunha do Amor de Deus. É aquele que dá a vida para e pelos seus catequizados.

    Só amamos o que conhecemos. É preciso conhecer para amar. Esse processo de conhecimento nós podemos chamar de formação.

    Essa experiência faz com que o catequista busque conhecer a Igreja que Jesus fundou, “tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja” São Mateus 16,18. Conhecer a história da Igreja, conhecer e reconhecer Jesus Cristo centro da catequese, nas Sagradas Escrituras fonte da catequese.
    Um catequista bem formado é capaz de levar seu catequizando ter uma experiência com Jesus Cristo. E com seu testemunho ele transmite a fé que está tão banalizada (como você cita no artigo), e desperta o amor para Jesus Cristo e sua Igreja.
    Nossa escrevi outro artigo (desculpa aí) – até a próxima. Que a Paz de Jesus Cristo esteja contigo.

  2. Catequista

    Olá Flávio.

    Flávio agradeço imensamente sua participação aqui no Catequese do Leigo. Bem considero tudo o que você abordou de extrema importância. Penso que podemos traduzir sua abordagem em um espiritualidade do catequista, que podemos absorver na oração, na contemplação, em uma leitura orante e principalmente na visitação ao Santíssimo Sacramento, isso sem falar das Missas.

    No entanto, considero que o catequista não basta a ter “boa vontade”, o que é bom também, mas além da boa vontade é necessário que este esteja aceitando um desafio de até mesmo buscar ferramentas que possam colaborar com sua catequese.

    Os desafios são enormes hoje, a luta contra o individualismo e o racionalismo é avassalador, é fácil encontrar hoje adolescentes que não possuem a mínima vontade de estar na catequese. E isto ou por uma má formação catequética familiar ou porque já se enveredaram pelo ateísmo, isso é um fato.

    Os jovens de hoje estão fechados para uma série de elementos que consideramos importantes para uma vida em sociedade (não que necessariamente ele precise ser cristão ou crer em Deus) e estão muito mais questionadores quando querem. E por muitas vezes questionamentos que não são supridos em uma vivência catequética. E nos catequistas somos responsáveis por isto.

    E se não tivermos uma formação necessária, madura e pontual estaremos vivendo uma fé baseada em devoções populares e abaixo disto.

    Também considero que conhecer uma encíclica ou um documento da Igreja seja algo também necessário para o trabalho catequético.

    Flávio, mais uma vez, um grande abraço.
    Marcelo.

  3. Flávio Fabrício

    Sim nobre catequista, o que você destacou é complemento do que eu comecei a escrever.
    A espiritualidade do catequista deve ser composta pela intimidade com Deus.
    Mas é indispensável, que o catequista tenha conhecimentos dos documentos da Igreja, forme grupos de estudo, tenha formação pessoal, e acompanhamento direção espiritual.
    É salutar ao catequista estar mais que preparado, pois como você disse, o mundo nos oferece “coisa muito mais atrativas” aparentemente.
    Pois se não estudamos ou conhecemos a fundo a nossa fé, e o que a Igreja ensina. Não vamos ser perseverantes na doutrina do apóstolos (Atos 4,42) e seremos enganados por fábulas ou vãs doutrinas 1Tim 6,3. – Isso acontece não apenas com o catequista sem formação como acontece com muitos que estão na Igreja e deixam a Igreja. É lastimável essa situação tão presente nos nossos dias.
    Abraço meu amigo!

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