EI CATÓLICO, VOCÊ SABE O QUE É CISMA?

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Cisma? Muitas vezes dizemos “Humm…estou com uma cisma” ou “estou meio cismado”… Dizemos isto quando estas divididos em alguma decisão ou mesmo quando estamos em dúvida com alguma coisa, um receio de algo…Estamos em um CISMA!

O sentido da palavra CISMA quer dizer isso mesmo, estar dividido ou contrário em alguma coisa. As definições mais comum do termo cisma estará associado as divisões de grupos mas precisamente religiosas.

Você já deve ter ouvido falar do CISMA DO ORIENTE ou mesmo da expressão IGREJAS CISMÁTICAS. Muito bem e é neste sentido que iremos caminhar neste bate papo. Embora o cisma do oriente tenha sido basicamente o primeiro, há outras dissidências que saíram da Igreja Católica.

 

CISMA DO ORIENTE

Este assunto envolve uma certa polêmica, pois na verdade foi onde pela primeira vez a Igreja enfrentou uma ruptura em sua estrutura. Muito bem, o crivo da ruptura entre a Igreja de tradição Oriental com a Latina foi a pico no ano de 1054.

As bases para a ruptura estão embasadas em questões teológicas e até mesmo politicas. Este é um assunto cauteloso e de muita especulação por pessoas que tentam articular as informações denegrindo a imagem da Igreja como um todo.

Com o cisma então ocorrido em 1054 temos a definição da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa e da Igreja Católica Apostólica Romana. O termo ortodoxo (do grego) quer dizer “fé reta”, buscando alegar que não deixaram a verdadeira fé dos Apóstolos. No entanto foram estes que se separaram da Igreja.

Mas quais foram os motivos que envolveram ou envolvem o cisma do oriente? Bem os católicos ortodoxos negam a autoridade papa e sua infabilidade (o papa não erra quando ensina sobre moral e fé). Outra questão dogmática é sobre o Espirito Santo, para os ortodoxos o Espirito Santo procede apenas de Deus Pai, enquanto para nós católicos romanos, o Espirito Santo procede do Pai e do Filho, uma questão teológica de grande importância.

Existem outras diferenças, como por exemplo é a questão do matrimônio, para nós o Sacramento do Matrimônio é ministrado pelos nubentes, mas para os ortodoxos o padre é o ministro, sem ele o sacramento não acontece.

Bem, mas a questão fundamental mesmo foi a disputa entre a PRIMAZIA PAPAL, a autoridade do Papa sobre as outras Igrejas. Isto aconteceu no pontificado do Papa Leão IX. Havendo a incitação contra o pontificado do Bispo de Roma, como sendo o líder visível de toda a Igreja, o Papa Leão IX que havia retornado de uma prisão, enviou seu Legado Papal o Cardeal Cardeal Humberto de Silva Candida na tentativa de reverter a situação com o então Patriarca de Constantinopla Miguel Cerulário. O diálogo entre os dois parece não ter sido nada amigável, sendo seguida por uma excomunhão de ambas as partes. E então nasce Grande Cisma do Oriente.

A excomunhão entre Igreja Romana e Ortodoxa foram dissolvidas só no ano de 1965 pelo Papa Paulo VI e por Atenágoras, Patriarca de Constantinopla. Para efeitos de aproximação religiosa, e quem sabe uma comunhão plena no futuro, há uma relação amigável entre o Igreja Romana e a Igreja Ortodoxa.

Vale ressaltar que TODOS os sacramentos conferidos na Igreja Ortodoxa são validos, pois possuem SUCESSÃO APOSTÓLICA. E por isso a questão cismática é complicada de entender, ao contrário do que acontece com os protestantes, salvo a Igreja Anglicana, todos os demais não possuem uma sucessão direta apostólica.

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Papa Francisco e Bartolomeu, Patriarca de Constantinopla

Várias medidas de aproximação estão em andamento a anos, nós católicos romanos, podemos comungar em uma celebração ortodoxa CASO não haja no local uma Igreja Romana.

Após o cisma, dentro da própria Igreja Católica Ortodoxa várias outras igrejas foram surgindo, não permanecendo também dentro do meio da Igreja Ortodoxa.

O cisma do oriente é um fato histórico, é de difícil debate entre as partes, o que não impede haver uma aproximação, respeito e compreensão. No entanto precisamos nos esforçar que esta aproximação seja na conclusão de uma perfeita UNIÃO. Pois este é o desejo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim.

(S. João 17, 20-23)

Rezemos para que o cisma seja apenas um momento de indiferença no coração do homem, embora estejamos na Igreja de Cristo, somos falhos e queremos e precisamos da unidade desejada por Jesus Cristo.

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Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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