EU SOU LADRÃO E VACILÃO – JUSTIÇA PARA QUEM?

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Eu sou ladrão e vacilão, esta foi a tatuagem que o tatuador fez na testa de um infrator. Esta é uma discussão extremamente complexa, pois estamos diante de dois delitos.

O caso que circula na Internet aconteceu na cidade de São Bernardo do Campo, no grande ABC em São Paulo. O rapaz, de 17 anos, teria tentado roubar uma bicicleta.

A JUSTIÇA INJUSTA

justica falsa

Existem vários problemas nesta situação, um deles é JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS, ninguém tem o direito de agir em nome da justiça, a menos que por ela tenha sido lhe dado este direito.

Este tipo de ação é ilegítima, previsto no Código de Direito Penal Brasileiro: Art. 345 – Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite.

Um outro grande problema que é gerado e que irá passar desapercebido, mesmo agora, é que o rapaz irá passar de infrator para vítima.

A ação do tatuador só alimentou o ódio social e uma minimizou a discussão sobre uma reforma possível da menor idade. Os problemas gerados pela ocorrência do infrator menor e do tatuador estão na ordem moral.

E infelizmente nossa sociedade não sabe mais o que são VALORES MORAIS, o que dificulta ainda mais o diálogo entre pessoas, que passar a ter uma visão odiosa.

O ódio passa a ser o juiz e o carrasco dos problemas que circulam a sociedade. Absorvendo este ato como legítimo, podemos beirar um desastre social muito maior. A agressão e a violência gratuita se tornam comuns e podem passar a ser aceitos como normais.

Não é preciso irmos longe para percebermos o quanto nossas leis são parciais, frágeis e insuficientes, basta olharmos o que vem ocorrendo no meio político nos últimos 3 anos.

Nossas leis parecem ser injustas e insuficientes em vários casos. É preciso observar o caso com amplitude, sem ódio e sem o desespero de acreditar que tudo está perdido.

O QUE É PRECISO FAZER?

justica e virtudes

Em primeiro lugar precisamos nos conscientizar que ninguém nasce bom ou mau, podemos nos tornar bom, da mesma forma que podemos nos tornar maus.

Compreendendo esta questão, necessitamos realmente começar a falar de moral e de virtudes. Falar de virtudes parece que se tornou algo tão fantasioso quanto a histórias de conto de fadas.

Quando falamos em justiça pensamos diretamente em leis, mas raramente pensamos em uma construção moral com base nas virtudes.

As leis precisam existir, a justiça deve ser norteadas por ela, mas enquanto não voltarmos aos elementos de princípios morais, iremos sofrer com menores infratores e tatuadores de uma falsa justiça.

Enquanto ficarmos legitimando pequenos delitos, ao nosso favor, não há porque culpar um furto de uma bicicleta. No entanto, não há como esconder a indignação de se sentir sempre ameaçado por uma situação de furto ou de violência gratuita.

Enquanto nós católicos não nos mobilizarmos em nossos bairros, em nossas escolas e em nossas famílias, para assim abrir uma discussão dos valores morais, estaremos sempre em uma novela mexicana.

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Sou ex-espirita, moro em Maringá -PR. Gosto de falar sobre religião e sobre a fé católica. Tenho interesse pela catequese de adultos. Sou formado em Administração. Gosto de Sistemas de Informação e Redes Sociais. Também gosto de programação para internet. Seja Bem Vindo.

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