CATEQUESE DO LEIGO

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O MOVIMENTO FEMINISTA E A REVOLUÇÃO CULTURAL

Um dos maiores desafios de qualquer cristão nos dias atuais é a luta contra a chamada Revolução Cultural (movimento de ideias cujos propósitos estão ligados à subversão dos valores tradicionais, como o cristianismo).

Dentre as bandeiras desse nefasto movimento encontramos o movimento feminista.

Quem deseja compreender o movimento feminista de forma objetiva, portanto, deve ter em mente essa realidade: o feminismo é um braço de um movimento maior chamado Revolução Cultural.

Todos nós, em níveis maiores ou menores, estamos contaminados com as ideias revolucionárias desse movimento pelo simples fato de vivermos no momento histórico em que vivemos.

Pois, todo o nosso meio cultural está profundamente impregnado de mensagens e estímulos subversivos dos valores tradicionais.

Revolução Cultural e o Feminismo

O FEMINISMO E A HEGEMONIA CULTURAL

A total hegemonia cultural que o pensamento feminista exerce na nossa sociedade é um fato inconteste.

Nós, mulheres, basicamente não conseguimos mais pensar fora dos esquemas mentais estabelecidos pelo ideário feminista.

Eu sei muito bem o que esse ideal feminista de vida significa na teoria.

Quando cursei a graduação em História tive uma professora feminista.

Obviamente, naquela época, 2003/2006, a militância feminista não chegava nem perto do que se passa hoje em dia, pois o movimento cresceu enormemente nos últimos anos em nosso país.

Mas essa professora sempre repetia que a mulher não podia se subjugar a nenhum homem; que todas as mulheres deviam se engajar na luta pela autonomia e independência feminina; que as mulheres jamais deveriam se conformar em ser “donas de casas” ou se resignarem a “apenas” cuidar dos filhos e do marido.

Ah, ela também dizia que a menina que deixava o “paquera” pagar a cerveja estava se humilhando e ficava irada com as propagandas que exploravam a sensualidade feminina.

Durante algum tempo em minha vida, de certa forma, estive obliquamente sob o efeito deletério desse tipo de pensamento.

Não que eu fosse uma feminista. Ao menos, nunca me vi sob esse prisma.

Mas acreditei durante muito tempo que, para ser feliz, precisava me tornar “autônoma”, “independente” e “acima” do simplório desejo de ser mãe e esposa.

Hoje eu sei, apesar de minha pouca experiência de vida, que as mulheres que constituem família e se dedicam a cuidar dos filhos e dos maridos são as mais felizes.

Não estou dizendo que a receita para a felicidade feminina é casar e ter filhos. Até porque, como estamos imersas em uma cultura feminista (isso ocorre em todo o Ocidente), as coisas ficaram bem confusas nas nossas cabeças.

A verdade é que nós mulheres não estamos conseguindo pensar fora dos padrões mentais estabelecidos pelo feminismo.

Ou seja, por causa do meio cultural, que reproduz incessantemente o ideário feminista, as mulheres estão sendo privadas do bem maior que o ser humano possui: a escolha livre do seu modo de viver.

FEMINISMO E A REENGENHARIA SOCIAL

Alguém nesse momento poderia objetar: mas a luta feminista prega justamente a libertação das mulheres dos estereótipos, dos preconceitos e da opressão que a cultura machista/patriarcal impõe à sociedade.

A esta objeção respondo: a ideologia que há décadas molda o imaginário coletivo da população no Brasil não é a conservadora, mas, sim, a feminista.

Pense por um momento nos programas de TV, novelas, minisséries, filmes, teatro, revistas femininas e responda pra si mesmo, leitor, qual é a ideologia que está sendo sistematicamente propagandeada na cultura brasileira?

Há 40 anos a rede Globo faz reengenharia social, 365 dias no ano, através de suas novelas, séries, programas, campanhas etc.

Toda a dramaturgia da Globo está ancorada no seguinte plano: destruir a ideia de família monogâmica centrada na união de homem e mulher; naturalizar práticas criminosas como o aborto e a eutanásia; disseminar o conceito de “amor livre”, entre outras ideias perversas, quero dizer, feministas.

E o grupo Abril? A principal empresa de mídia impressa do Brasil? É praticamente incomputável a quantidade de propaganda que esse conglomerado produz sobre ideologia de gênero, feminismo, gaysismo, abortismo etc.

Globo e Abril, juntas, monopolizam a formação do imaginário do povo brasileiro. E como sabermos, nós julgamos a nossa realidade, fazemos escolhas e tomamos decisões com base naquilo que chamamos de horizonte de consciência.

Pois bem, o horizonte de consciência do brasileiro médio está sendo formado há anos por instituições que são na verdade instrumentos de propaganda ideológica.

Uma novela da Globo não é só uma novela da Globo; uma revista feminina da Abril não é só uma revista feminina da Abril. As cenas, situações, relatos, retratados tanto na dramaturgia como nas páginas da revista, moldam o imaginário das pessoas. Nós não ficamos imunes a essa realidade.

Por isso disse acima que casar e ter filhos não é a receita para a felicidade da mulher, sobretudo nos dias de hoje.

o feminismo e suas mentiras iludem jovens de todos os tempos

Concluindo

Há muito estamos envenenadas com a mística feminista; infelizmente, nossa alma não aceita mais determinadas verdades; fomos tomadas por um espírito de rebeldia, de soberba e vaidade; nossas mentes estão confundidas.

O lado bom de tudo isso é que o reconhecimento dessa realidade, desse meio cultural que nos perturba e tira a nossa paz, é o primeiro passo para a nossa libertação. Que Deus nos ajude.

Suelem Carvalho

(Professora de História Moderna e História Contemporânea da Universidade Estadual de Maringá-PR)

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Autor Catequese do Leigo suelemhalim@hotmail.com

Professora de História Moderna e História Contemporânea da Universidade Estadual de Maringá-PR.

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